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Vencedor da Palma de Ouro, “Parasita” de Bong Joon-Ho escancara a sociedade oriental

“Parasita” – Desde seu primeiro filme, “Cão Que Ladra Não Morde” em 2000, o diretor sul-coreano Bong Joon-Ho se presta a desferir fortes críticas em relação à sociedade de seu país, e, sobretudo, ao contexto em que o mundo vem caminhando. Em “Parasita”, que estreia na quinta-feira (07) nos cinemas, tais análises chegam dramáticas.

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, a história das famílias Kim e Park poderiam ser contadas em qualquer país onde as diferenças de classes são avassaladoras e o ser humano precisa chegar às últimas consequências para, basicamente, sobreviver.

 

Os Kim – pai, mãe, o filho e a filha – moram em um minúsculo apartamento no subsolo, literalmente no nível da rua e em forte pobreza, juntando moedas para comer após dobrar caixas e caixas de pizza. A situação começa a mudar quando o garoto é convidado para ser professor de inglês em uma mansão, um lugar espaçoso, iluminado e com verde para todos os lados.

É a saída que o rapaz encontra para, de algum jeito, tirar sua família da miséria. Em primeiro momento, os quatro poderiam ser encaixados no conceito de parasitismo, mas a trama mostra que os parasitas são outros.

“Obviamente, não é um filme que depende apenas de uma grande reviravolta. É claramente diferente de, por exemplo, um certo filme de Hollywood que colocou o público em um frenesi de desânimo e raiva quando alguém que acabara de ver gritou no lobby: ‘Bruce Willis é um fantasma””, brincou Joon-Ho.

Mas a sensação de absurdo ao final, mesmo diante de situações bizarras e divertidas, é inevitável.