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Sergio Moro já é o ministro de Bolsonaro mais popular nas redes sociais

MORO
Zukka Brasil
Escrito por Zukka Brasil

Recém chegado ao Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, angariou mais de 420 mil seguidores em menos de 24 horas de participação na rede social. Em popularidade, ele desbanca outros 12 ministros, como Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Vélez Rodríguez (Educação), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), entre outros (veja ranking no fim da reportagem).

Apesar de ser o ministro do presidente Jair Bolsonaro (PSL) mais popular, Moro ainda perde para o clã Bolsonaro. O chefe do Palácio do Planalto, por exemplo, tem 3,9 milhões de seguidores. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tem 1,3 milhão. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), 1,1 milhão. Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) fica com a lanterna: 1 milhão.

O vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), ganha de Moro, pelo menos por enquanto. Ele tem 544 mil. O escritor de ultra-direita Olavo de Carvalho, influenciador de Bolsonaro, tem 109 mil seguidores. Ele Já usou a rede social para atacar ministros e reclamar de opositores. A primeira-dama Michelle Bolsonaro não tem perfil oficial.

Moro deixou para trás até mesmo os chefes de outros poderes. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem 92,6 mil seguidores. O presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), pouco mais de 120 mil.

Sergio Moro aderiu ao Twitter nessa quinta-feira (4/4). Na rede social, ele conquistou quase 80 mil seguidores em cerca de duas horas e prometeu explicar pontos do pacote anticorrupção apresentado ao Congresso, além de ações da pasta chefiada por ele.

Entre as contas seguidas pelo ministro, estão os perfis de Bolsonaro, do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Na estreia, Moro foi celebrado com mensagens do presidente e do juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

Até às 9h40 desta sexta-feira (5), ele já havia publicado 12 mensagens. Além da abordagem do pacote anticrime, ele ressaltou a veracidade do perfil ao divulgar uma foto dele com um calendário, no qual a data dessa quinta-feira aparece destacada.

No estilo do chefe

Nos bastidores, o que se comenta é que, com o projeto apresentado por ele ofuscado pela reforma da Previdência no Congresso, Moro quer angariar o apelo popular para acelerar e garantir a aprovação dp texto. “Projeto de lei anticrime. Medidas simples, diretas e eficazes para enfrentar corrupção, crime organizado e crimes violentos (porque caminham juntos). Vou explicar nesse espaço várias delas”, escreveu, nesta sexta.

A comunicação pelo Twitter é o estilo usado por Bolsonaro desde a campanha eleitoral, no ano passado. A rede social se tornou uma das ferramentas de diálogo mais frequentes do presidente. Ele usa a plataforma para fazer anúncios de políticas públicas, criticar opositores e comemorar ações de governo.

Essa atitude de Bolsonaro, no entanto, é vista com maus olhos nos bastidores por falta de unidade no discurso do presidente e da equipe dele. O mais recente conflito do pesselista foi com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em meio à discussão sobre a prioridade dada pelo governo à tramitação da reforma da Previdência na Câmara, Maia disse que o presidente deveria “gastar mais tempo para cuidar da reforma da Previdência e menos tempo para as redes sociais”.

Veja o ranking de popularidade dos ministros de Bolsonaro no Twitter (em seguidores):

>> Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública): 421 mil

>> Onyx Lorenzoni (Casa Civil): 290 mil

>> Ernesto Araújo (Relações Exteriores): 262 mil

>> Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos): 227 mil

>> Vélez Rodríguez (Educação): 170 mil

>> Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações): 159 mil

>> Ricardo Salles (Meio Ambiente): 91,5 mil

>> Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura): 68,9 mil

>> Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento): 64,3 mil

>> Osmar Terra (Cidadania): 35,9 mil

>> Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União): 18,3 mil

>> Henrique Mandetta (Saúde): 17 mil

>> Marcelo Alvaro Antônio (Turismo): 13,3 mil

Fonte: Metrópoles