Roraima

Prédios públicos ocupados por imigrantes são devolvidos ao Governo de Roraima

Governo de Roraima - Prédios públicos | Foto: Secom/RR
Governo de Roraima - Prédios públicos | Foto: Secom/RR
Zukka Brasil | RR
Escrito por Zukka Brasil | RR

Roraima – Até o momento, cinco prédios públicos foram devolvidos ao Governo de Roraima, após o trabalho de desocupação dos imigrantes venezuelanos. A ação, desenvolvida pela Operação Acolhida em parceria com outras instituições, começou em janeiro deste ano.

O assunto foi tema de uma entrevista com o secretário adjunto da Setrabes (Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social), coronel Roger Hamilton Herzer, nesta segunda-feira, 15, no programa Roraima Notícias, da Rádio Roraima, apresentado pelo jornalista Luiz Valério.

Herzer, que também é colíder do grupo de trabalho que trata das desocupações de prédios públicos, afirmou que o processo de desocupação dos imigrantes está ocorrendo de maneira tranquila. “Desde que começamos a retirar os imigrantes dos espaços públicos do Governo, não registramos nenhum problema. A ação, coordenada pela Operação Acolhida, é realizada com base na lei e conta com a participação de várias instituições”, relatou.

Dentre os espaços utilizados como ocupações espontâneas para imigrantes venezuelanos, já foram desocupados o Ginásio do Totozão, o antigo prédio do Boa Vista Shopping e a antiga sede da Secretaria de Educação, além de dois prédios onde funcionavam uma creche do Governo e uma clínica de reabilitação, localizados no bairro dos Estados.

O secretário adjunto da Setrabes explicou que foi feito um plano emergencial de desocupação por um grupo de trabalho coordenado pela Operação Acolhida e que foi apresentado ao governador Antonio Denarium.

“Esse plano foi criado com a participação de várias instituições. Ele foi apresentado ao governador pelo coordenador operacional da Operação Acolhida, general Antonio Barros, e resultou em um acordo de cooperação entre as duras partes, para a realocação dos imigrantes das ocupações espontâneas”, informou.

Ainda segundo Herzer, o grupo de trabalho para ocupações espontâneas promove encontros constantes para definir estratégias de atuação.

“Fazemos parte desse grupo, que se reúne semanalmente para planejar as desocupações dos prédios públicos do Governo. Nossas estratégias levam em consideração a questão da segurança, saúde e higiene. Inclusive, já identificamos outras ocupações que estão sendo monitoradas”, acrescentou.

Precauções adotadas

Herzer lembrou das dificuldades enfrentados pelos imigrantes venezuelanos que ocupam os prédios públicos e que são vulneráveis a diversas situações como, por exemplo, o risco de contaminação pela COVID-19.

“A maioria dos imigrantes venezuelanos não tem condições de pagar aluguel, por esse motivo ocupam os prédios públicos que não oferecem condições sanitárias adequadas. Com a pandemia, estamos tendo um cuidado redobrado para evitar contaminações”, afirmou.

Ele aproveitou para falar sobre a necessidade, nesse cenário de pandemia, da continuidade do processo de interiorização dos imigrantes que permanecem no Estado.

“A interiorização dos imigrantes ainda é um dos principais pilares de atuação da Operação Acolhida. Aqui não há trabalho ou uma solução imediata para resolver os problemas dos imigrantes. Eles precisam garantir ter uma vida mais digna”, ressaltou.

Próximo passo

A próxima desocupação ocorrerá em um prédio da PMRR (Polícia Militar de Roraima), que fica localizado no Bairro dos Estados. O adjunto da Setrabes disse que a previsão para a realocação dos imigrantes venezuelanos é para o dia 10 de julho.

“As condições do prédio onde existe a ocupação espontânea são inadequadas, pois os imigrantes construíram barracos improvisados, sem uma preocupação com a questão sanitária”, mencionou.

Com Informações De Rodrigo Santana