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Patrulha Maria da Penha – programa fez 475 atendimentos a vítimas de violência doméstica

De janeiro a maio deste ano, programa fez 475 atendimentos a vítimas de violência doméstica As rondas são feitas diariamente. Para as vítimas é disponibilizado ainda um número de telefone exclusivo para qualquer eventual necessidade 24h por dia
Patrulha Maria da Penha. Imagem: Katarine Almeida
Escrito por Zukka Brasil | RR

De janeiro a maio deste ano, o programa  Patrulha Maria da Penha já fez 475 atendimentos a vítimas de violência doméstica em Boa Vista.As rondas são feitas diariamente. Para as vítimas é disponibilizado ainda um número de telefone exclusivo para qualquer eventual necessidade 24h por dia

Com objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas deferidas pelo Poder Judiciário às vítimas de violência doméstica que a Patrulha Maria da penha entra em ação diariamente. Fruto de uma parceria firmada pela Prefeitura de Boa Vista e o Tribunal de Justiça de Roraima em 2016, o programa fez, de janeiro a maio deste ano, 475 atendimentos na capital.

As rondas acontecem diariamente pela Guarda Civil Municipal e fazem com que as vítimas se sintam mais seguras. Para ela também é disponibilizado 24 horas um número de telefone exclusivo para qualquer eventual necessidade.

De acordo com dados da patrulha, a maior incidência de casos é da zona oeste da cidade. Os setores com maior demanda de fiscalização da Patrulha são: Ayrton Rocha, Raiar do Sol, Nova Cidade, Bela Vista, São Bento, 13 de Setembro e Cidade Satélite.

“Eu acho esse trabalho da Patrulha ótimo, porque me traz segurança. Desde que eu pedi a medida protetiva, eles me acompanham, perguntam sempre se estou bem, se estou precisando de alguma coisa. Me sinto muito segura e confio no trabalho deles. Eu tenho um contato para falar direto com eles se eu me sentir ameaçada. É só ligar que eles vêm”, disse M. de 22 anos, uma das vítimas assistida pela patrulha.

A integrante da equipe da Patrulha Maria da Penha, GCM Gisele França, destaca que trabalho é essencial para o apoio das mulheres, impedindo que os agressores ofereçam risco à vida.

“Nossa equipe está sempre atenta até mesmo para identificar a vulnerabilidade dessa vítima. Se ela está precisando de acompanhamento psicológico, tudo é reportado a rede de proteção, que toma toda as medidas necessárias”, pontuou França.

O acompanhamento não tem duração definida e o ciclo só se encerra quando não mais necessário, seja pela declaração expressa da vítima ou pela constatação da patrulha, de acordo com as circunstâncias do caso.