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Janeiro Branco: psicóloga explica como melhorar sua saúde mental no início do ano

Janeiro Branco Hapvida | Foto: Assessoria
Janeiro Branco Hapvida | Foto: Assessoria
Zukka Brasil
Escrito por Zukka Brasil

O ano de 2020 não foi fácil para ninguém. Todos certamente de algum modo enfrentaram níveis diferentes de ansiedade, medo, frustração e dor. Os meses de distanciamento social, dificuldades financeiras e de luto para muitas famílias afetaram a saúde.

Pior ainda para quem perdeu um familiar para a Covid-19, perdeu o emprego, sofreu com a distância forçada de amigos e parentes. Mas 2021 começa com apoio. A campanha Janeiro Branco, que trata sobre a saúde mental desde 2014, se torna ainda mais relevante e necessária.

Recentes pesquisas divulgadas revelam que cerca de 80% dos brasileiros se tornaram mais ansiosos em meio à pandemia da covid-19. A OMS também traz outro dado preocupante: a depressão atinge 5,8% dos brasileiros, taxa que está acima da média global, que é de 4,4%.

De acordo com a psicóloga do sistema Hapvida em Manaus, Fabíola Gomes Fernandes, Especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia Infantil, o luto, o isolamento e a perda de renda são alguns dos fatores que desencadeiam problemas de saúde mental.

“Acontecimentos marcantes, como: perdas ou rompimentos de relacionamentos (fraterno e amoroso); doença grave ou que precise de um tratamento prolongado; bullying; problemas financeiros e alterações hormonais são alguns motivos”, destaca ela.

A psicóloga ainda lamenta o tabu recorrente sobre o tema e faz um alerta para aqueles que tratam com preconceito quem passa por problemas psicológicos ainda nos dias de hoje.

“Há séculos falar de saúde mental é um tabu porque ainda está associado a manicômios e hospícios, dos quais víamos pessoas gritando, sendo literalmente amarradas e que demonstravam um sofrimento impulsivo (a loucura). E apesar dos grandes avanços na ciência e em nossa cultura, ainda nos deparamos com essas imagens inconscientemente. Infelizmente, esse problema histórico não foi superado”.

Para a psicóloga, falar sobre a saúde mental é extremamente necessário nos dias de hoje, pois ajuda a salvar vidas.

“A saúde mental é um fator essencial na vida do indivíduo, pois nos dá a capacidade de ajustar as emoções positivas e as emoções negativas e nos proporciona estabilidade e qualidade nas interações conosco e com o ambiente que nos rodeia. Procurar discutir “saúde mental” abertamente ou debater o assunto com um profissional capacitado e sem preconceitos, com disposição para o ouvir é um excelente passo! O objetivo é regular e organizar essas questões. Assim como alguém vai ao médico especialista e não tem vergonha de expor suas dúvidas, quem vai ao terapeuta também não precisa ter vergonha!”.

Atualmente, os transtornos mentais são a terceira maior causa de afastamento no trabalho, gerando a solicitação de 43,3 mil auxílios-doença, de acordo com o último levantamento da Secretaria da Previdência feito em 2017.

Mas nem tudo está perdido. A terapia é essencial para casos desse tipo, mas existem algumas práticas, cientificamente validadas, que podem ajudar a melhorar sua saúde mental. Já que a mente e o corpo estão entrelaçados – esses comportamentos também podem ajudar a melhorar sua saúde geral.

CONFIRA:

Pratique o otimismo

Os estudos são positivos: olhar para o lado positivo da vida é realmente bom para você. Os otimistas têm uma chance 35% menor de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, são mais propensos a comer uma dieta saudável e se exercitar regularmente, têm sistemas imunológicos mais fortes; e até vivem mais.

É claro: ser otimista não significa que você deve ignorar todos os estresses rotineiros. É impossível! Mas ser otimista significa principalmente que, quando coisas ruins acontecem, você não precisa se culpar desnecessariamente. Se você enfrentar um desafio ou obstáculo, é mais provável que o veja como temporário ou até positivo, permitindo que você aprenda e cresça.

Comece o voluntariado

Estudos têm demonstrado que colocar o bem-estar dos outros antes do nosso, sem esperar nada em troca (ser altruísta), estimula os centros de recompensa do cérebro. Essas substâncias químicas positivas inundam nosso sistema, produzindo uma espécie de “ajuda química”.

Também existem benefícios físicos: estudos mostram que o voluntariado minimiza o estresse e melhora a depressão. Pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo. Além de poder até nos ajudar a viver mais tempo.

Seja grato

Ouvimos muito sobre os benefícios da gratidão na última década, e isso é apoiado pela ciência: contar nossas “bênçãos” nos protege contra a ansiedade e a depressão e aumenta o otimismo.

Uma das melhores maneiras de fazer da gratidão parte da sua vida, dizem os especialistas, é manter um diário. Antes de ir para a cama, anote qualquer experiência positiva que você teve naquele dia, por menor que seja.

Reforçar as conexões sociais pode melhorar sua saúde mental

As pessoas que são mais socialmente conectadas à família, aos amigos e à comunidade são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis e vivem mais do que as pessoas que são menos bem conectadas, afirmam os especialistas. E você não precisa estar em um relacionamento comprometido ou ter muitos amigos para obter esse benefício. Em vez disso, é a qualidade do relacionamento que importa.

Encontre seu objetivo

Encontrar um senso de propósito contribui muito para o bem-estar e uma vida mais longa e feliz, dizem os especialistas. Eles ainda apontam a religião, a família e as causas sociais como formas de aumentar o significado em nossas vidas. Se o seu único dever é conseguir o melhor para si, a vida se torna estressante e solitária demais – você está preparado para fracassar. Em vez disso, precisa sentir que existe algo maior, e esse próprio pensamento tira algumas pessoas da depressão.