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ESCÂNDALO: Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”, disseminou “kit covid” no AM, afirma secretário do Ministério da Saúde

Mayra Pinheiro | foto: Internet
Mayra Pinheiro | foto: Internet
Escrito por Zukka Brasil

O que já se duvidava, ficou comprovado na edição da Folha de São Paulo desta quarta-feira (12) com novos detalhes de como a secretária do ex-ministro Eduardo Pazuello, Mayra Pinheiro, agiu para disseminar a cloroquina em Manaus, na segunda onda da covid-19.

O processo está no Ministério Público Federal no Amazonas (MPF) e revela que o secretário do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Netto afirmou que a “capitã cloroquina” disseminou ‘kit covid’ em Manaus.

Além disso, Hélio Angotti Neto revelou que sua pasta custeou as viagens de médicos à capital do Amazonas.

Segundo ele, em Manaus houve a pressão aos profissionais locais a receitar remédios sem eficácia para a covid-19 a pedido da colega Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”.

De acordo com a coluna Painel da Folha de São Paulo, Mayra é objeto de requerimentos de convocação por parte de senadores da CPI da Covid.

“Ela pediu ajuda, ‘olha, ajuda a gente a mobilizar para levar alguns voluntários para que a gente possa fazer uma prospecção lá’”, disse Angotti em depoimento dado em março.

Voluntários

No depoimento, ele afirmou que a programação das visitas era atribuição da pauta de Mayra e que entendeu que se tratava de uma “prospecção junto à atenção primária à saúde.”

Angotti afirmou também que houve um esforço cooperativo para promover a viagem de voluntários ao Amazonas.

“Voluntários que, do que eu lembro da programação preparada para eles, a programação não foi a gente que preparou, a gente só ajudou na parte logística, nesse esforço cooperativo, ela incluía a busca de informações na atenção primária à saúde, que é o grande gargalo”, disse Angotti.

O Painel revelou que Mayra, secretária de Gestão do Trabalho, enviou ofício à prefeitura de Manaus em janeiro afirmando ser inadmissível que medicações do chamado “tratamento precoce”, como cloroquina e ivermectina, não estivessem sendo administradas.

A coluna também revelou que ela organizou essa comitiva formada por ao menos 11 médicos de seis estados para fazer a ronda pró-kit covid nas UBSs em janeiro, quando a capital amazonense atravessava colapso.