Amazonas

ELEIÇÕES 2022: Lula vence todos pré-candidatos no 1º e 2º turno. Bolsonaro ganha apenas de Dória, diz pesquisa da Perspectiva

Pesquisa Eleições 2022 | foto: Internet
Pesquisa Eleições 2022 | foto: Internet
Zukka Brasil | AM
Escrito por Zukka Brasil | AM

Uma pesquisa do tipo quantitativo foi realizada pela empresa Perspectiva Mercado & Opinião em Manaus e mais 8 cidades de todo o Amazonas com o objetivo de captar a intenção de voto e rejeição para as eleições para presidente em 2022 de forma estimulada com 1a e 2a opção, além de avaliar a administração do presidente Jair Bolsonaro e 7 possíveis cenários de 2o turno.

O plano amostras reflete os eleitores de Manaus e mais 8 cidades, com uma amostra de 1.670 (hum mil, seiscentos e setenta) entrevistados assim divididos, 1.000 – Manaus, 119 – Manacapuru, 119 – Itacoatiara, 112 – Parintins 79 – Tefé, 78 – Coari, 61 – Maués, 54 – Tabatinga, 48 – Humaitá. Essa amostra representa 70% do eleitorado do AM.

Com margem de erro de 2,4%, para mais ou para menos, com um grau de confiabilidade de 95%. Isso significa que se fossem feitas 100 (cem) entrevistas com a mesma metodologia, 95 (noventa e cinco) estariam dentro da margem de erro prevista.

Segundo os dados apresentados, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do último dia 8 de março, anulando as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato e restabelecendo os direitos políticos do petista, mudou as perspectivas eleitorais para a disputa pela presidência da República em 2022.

Nesta primeira pesquisa de 2021 para presidente realizada em Manaus e em mais oito cidades do interior (Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Maués, Tabatinga e Humaitá), Lula já aparece em primeiro lugar, com 38,3% das intenções de voto, contra 27,8% do atual presidente Jair Messias Bolsonaro, apresentando uma diferença de 10,5% na pergunta estimulada em 1a opção.

Em um segundo bloco, empatados tecnicamente, temos Sérgio Moro (7,6%), Ciro Gomes (5,3%) e Luciano Huck (4,6%). João Dória ficou em sexto, com 2,8%, seguido por João Amoedo, com 1,2% em sétimo, e por Guilherme Boulos, 1,0%, em oitavo. Os dois últimos colocados foram Álvaro Dias, com 0,7%, e Flávio Dino, com 0,1%. Não votariam em nenhum deles 6,8% e não souberam responder 3,8%.

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POTENCIAL DE VOTOS

Na pergunta estimulada foi captado também o potencial de votos dos possíveis candidatos, perguntando não somente a 1a opção de voto, mas também uma 2a opção, baseada no questionamento ao entrevistado sobre qual outro nome escolheria caso a sua primeira indicação não concorresse. Da soma das duas opções obtemos o potencial de votos, ou seja, a elasticidade máxima de voto de cada presidenciável.

Na 2a opção, Sergio Moro é o primeiro, com 18,6%, Ciro Gomes vem na segunda colocação, com 11,3%, e Luciano Huck é o terceiro, com 10,7%. Dória é o quarto, com 6,3%; Lula é o quinto, com 6,2%, e Bolsonaro é o sexto, com 4,6%.
Somadas 1a e 2a opções, Lula é o que possui maior potencial de votos e abre uma vantagem de 12,0% sobre Bolsonaro, com 44,4% contra 32,4%, respectivamente. Moro atinge 26,2% de potencial; Ciro, 16,6%, e Huck, 15,3%. Os demais potenciais estão no relatório.

CRUZAMENTOS

Quando analisados os eleitores de Lula e Bolsonaro pelos cruzamentos com as Variáveis de Controle, percebe-se que, em relação a local, há um empate técnico em Manaus, com 30% para o petista e 28% para Messias. Porém, é no interior que Lula mostra maior poderio eleitoral, com 50% contra 27%, vantagem de 23 pontos percentuais.
O eleitorado de Bolsonaro possui maior concentração de homens (32%) do que de mulheres (24%), enquanto que o de Lula apresenta maior equilíbrio, com 37% de votantes masculinos e 39% femininos. Em faixa etária, à exceção das pessoas de 25 a 34 anos onde há um empate, nas demais faixas Lula abre uma vantagem significativa. Quanto à escolaridade, Bolsonaro possui mais eleitores de nível superior (30% a 24%), enquanto Lula é mais votado pelos de escolaridade mais baixa (49% a 23%).

POTENCIAL DE REJEIÇÃO

Quando somadas 1a e 2a rejeições, Jair Bolsonaro (39,2%) e Lula (32,2%) são os mais mencionados. Um dado curioso é que o terceiro com maior potencial de rejeição é o apresentador de TV, Luciano Huck (17,7%), que não é um player tradicional da política brasileira e nunca concorreu a nenhum cargo político.
Sérgio Moro é o quarto, com 16,8% de potencial de rejeição, seguido por João Dória, 15,1%; Ciro Gomes, 10,4%; Guilherme Boulos, 5,6%; Álvaro Dias e João Amoedo, ambos com 5%, e Flávio Dino, com 4,9%.

POTENCIAL DE VOTOS x POTENCIAL DE REJEIÇÃO

Na comparação entre os potenciais positivos e negativos, com 39,2% de potencial de rejeição e 32,4% de potencial de votos, Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior déficit, com menos 6,8%. O segundo pior é João Dória, com menos seis pontos percentuais. Na outra ponta, Lula é o que possui o melhor handicap, com 12,2%, seguido por Sérgio Moro, com 9,4%, e por Ciro Gomes, com 6,2%. Todos os demais nomes apresentam números negativos.

CENÁRIOS DE 2o TURNO

Nesta pesquisa, foram simuladas sete possibilidades de 2o Turno.

Se Jair Bolsonaro enfrentasse Ciro Gomes, haveria um empate técnico, com uma vantagem de 3,3% para o ex-governador do Ceará: 39,7% a 36,4%.

Caso fosse Lula a enfrentar Ciro, o petista o venceria por 47,3% a 25,4%, uma diferença de 21,9%.

Se a disputa fosse Bolsonaro versus João Dória, o atual presidente derrotaria o governador de São Paulo por 38,3% a 32,9%.

Em um possível embate Lula versus Bolsonaro, Jair perderia por uma diferença de 13,0% (47,1% contra 34,1%).

Um 2o Turno com Bolsonaro e Sérgio Moro resultaria em um empate técnico, com uma leve vantagem para o ex-ministro da justiça: 35,2% a 34,2%.

Lula venceria o tucano João Dória por uma enorme vantagem de 48,6% contra 19,3%.

E se o Lula concorresse com Sérgio Moro, nova vitória petista: 46,7% a 32,6%.

Ou seja, os cenários mostram um franco favoritismo para Lula, ao passo que Bolsonaro somente ganharia de João Dória.

AVALIAÇÃO ADMINISTRATIVA

Em seu terceiro ano de mandato, a administração do presidente Jair Bolsonaro é percebida atualmente com mais rejeição do que aprovação pelos amazonenses.

Dos participantes da pesquisa, 35,4% reprovam o seu governo (23,4% péssima + 12,0% ruim), enquanto 31,2% disseram que aprovam (8,7% ótima + 22,5% boa); e 31,6% a consideram apenas regular.

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