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Covid-19: Denarium acompanha alta hospitalar de seis pacientes no HGR

Denarium
Foto: William Roth
Zukka Brasil | RR
Escrito por Zukka Brasil | RR

Saúde/RR – Estado de Roraima avança na luta contra o Coronavírus (COVID-19). Depois de passar por tratamento na APC (Área de Proteção e Cuidados), seis dos 44 pacientes internados receberam alta hospitalar na manhã de ontem, terça-feira, 23.

O governador Antonio Denarium acompanhou a saída de todos os pacientes e comemorou junto com eles mais uma batalha vencida nesse momento delicado de pandemia.

“A alta dada a esses pacientes nos mostra que estamos efetuando um trabalho correto, respeitando a população. Eles venceram o Coronavírus, assim como eu venci, e isso me traz muita felicidade”, disse.

Na ocasião, Denarium parabenizou a equipe médica que trabalha na linha de frente para ajudar na recuperação dos pacientes infectados com a COVID-19 e também destacou o apoio do Exército Brasileiro.

“Agradeço a todo profissional da saúde que trabalha no HGR [Hospital Geral de Roraima] e no Hospital de Campanha. O apoio dos parlamentares das bancadas federal e estadual também tem sido fundamental”, mencionou Denarium.

Sobre o funcionando o Hospital de Campanha

O comandante da Operação Acolhida, general Antonio Barros, que coordena o Hospital de Campanha, também demonstrou a sua satisfação em poder ver que pessoas tratadas na unidade estão sendo curados.

“A alta hospitalar desses seis pacientes nos deixa fortalecidos e nos incentiva ainda mais para enfrentarmos com garra essa pandemia. Contamos com uma boa equipe de profissionais de saúde, que estão empenhados em salvar a vida das pessoas”, destacou.

O general Barros fez uma explicação técnica sobre o funcionamento do Hospital de Campanha nesse primeiro momento, após a sua abertura.

“Por quanto, estamos fazendo atendimento em níveis 1 e 2, com aqueles pacientes que estão com estado de saúde estável. Os de nível 3, que precisam de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], ainda continuam sendo atendidos no HGR, que é a unidade de saúde de referência. As UTIs que estão aqui continuam à disposição, caso haja a necessidade de uso”, assegurou.

Impasses ainda em discussão

Em se tratando da contratação de mais profissionais de saúde, o general Barros afirmou que ainda enfrenta dificuldades porque o sindicato dos médicos de Roraima não está de acordo com a escala de trabalho apresentada pela coordenação do hospital.

“Enquanto eles não somam forças para enfrentar essa doença lado a lado com o Hospital de Campanha, contamos com a ajuda dos médicos de outras instituições e formados fora do País, isso graças a uma liminar favorável da Justiça que permitiu a contratação desses profissionais”, desabafou.

Mesmo diante desse impasse, o comandante da Operação Acolhida assegurou que em breve vão ser ampliados os atendimentos com novos profissionais.

“Nossa meta é ampliar o número de leitos de 80 para 174, assim que conseguirmos contratar 80 médicos por meio da Secretaria Estadual de Saúde. Em seguida, aumentar para mais 264 leitos, com a ajuda de 108 médicos. Esse é nosso plano que vamos executar”, informou.

O presidente da ALE-RR (Assembleia Legislativa de Roraima), deputado Jalser Renier, que também esteve presente na ocasião da alta dos pacientes, reconheceu as dificuldades que o Estado tem enfrentado para que tudo ocorra da melhor forma possível.

“A Sesau ainda enfrenta impasses, mas com a união dos poderes vamos conseguir sanar qualquer problema. Dessa forma, iremos salvar o maior número de vidas. Parabéns ao Governo, que tem desenvolvido ações em conjunto para fortalecer o atendimento à população”, enfatizou.

Novas doações de insumos hospitalares

O diretor do Grupo Samel, Ricardo Nicolau, que chegou ao Estado em comitiva na manhã desta terça-feira, também acompanhou a saída dos pacientes recuperados e disse estar satisfeito em contribuir com a batalha contra a COVID-19.

“A Samel implantou no Hospital de Campanha o mesmo protocolo de atendimento que deu certo em Manaus, com o uso de ventilação não invasiva, por meio da Cápsula Vanessa. Vamos fazer um levantamento para saber quais itens que ainda estão em falta para fazer novas doações ao hospital”, adiantou.

Com informações de Rodrigo Santana