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China e Japão “convocam” para abril a volta do futebol

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Redação
Escrito por Redação

ESPORTE: Em meio ao caos gerado pela pandemia do novo coronavírus, o futebol observa uma luz no fim do túnel. E bem no primeiro epicentro da doença.

A China vê a curva de novos casos diminuir e estipulou o dia 18 de abril para a SuperLiga Chinesa começar — ainda com portões fechados. Mesmo ainda não sendo oficial, os clubes locais usam a data como base para reiniciar os treinamentos. Tanto que atletas como Hulk, ex-seleção brasileira e atualmente no Shangai SIPG, estão retornando para o país.

O alento em meio a crise sanitária vem em boa hora: a temporada 2020 do campeonato nacional mais badalado do Ásia estava prevista para iniciar em 22 de fevereiro, mas foi adiado por tempo indeterminado pela epidemia de Covid-19 que se alastrou por toda a China. Este possível recomeço tem apoio de nomes fortes, como o do italiano Fabio Cannavaro.

— Tudo está normal. Você pode ver pessoas nos terraços, nos restaurantes, sem máscaras, tudo normal. Há um mês, você não via uma alma na rua. Um dia, indo para a cidade esportiva, não encontrei absolutamente ninguém na rota, apenas um controle policial e uma ambulância — disse o técnico do Guangzhou Evergrande, ao ‘Mundo Deportivo’.

O que impede o martelo de ser batido são questões de logística e burocracia. Nem todos os jogadores que disputam a Superliga estão na China, oque obrigaria quarentenas forçadas por estarem em países que não estão livres do coronavírus.

— A seleção chinesa está em Dubai, o Dalian Yifang (clube) na Espanha e o Shijiazhuang em Abu Dhabi. Quando voltarem, obrigatoriamente terão que passar 14 dias de quarentena caso não tenha nenhum caso de contaminação — conta o jornalista Leonardo Hartung, especialista em futebol chinês.

Outro problema é não estar definido as 16 equipes na disputa do torneio. O Tianjin Tianhai foi comprado por uma empresa do ramo imobiliário, mas o processo precisa de aprovação da Associação Chinesa de Futebol (CFA) por conta de garantias financeiras.

Enquanto isso, outros países asiáticos dão passos para caminhar à normalidade. A J-League, do Japão, tem retorno marcado para 15 de maio e anunciou que não haverá rebaixamento.

Já a Premier League de Hong Kong foi além e retomou as atividades com a simbólica partida entre Lee Man e Kitchee, ontem. O duelo foi disputado com portões fechados, mas poucos torcedores estiveram do lado de fora para torcer.

Fora da Ásia, ficha caindo

Do outro lado do mundo, clubes e confederações parecem começar a entender que a pandemia não será superada tão rapidamente. A Conmebol, por exemplo, expandiu o período de recesso da Libertadores até 5 de maio.

Já na Inglaterra, a Premier League estipulou 30 de abril como data para o término da paralisação, mas agora já a mudou para tempo indeterminado. Todos os jogos da elite inglesa, incluindo Football League (EFL) e Women’s Super League (WSL) estão suspensos.

— Difícil estipular algo, tendo em vista que estamos no início da epidemia no Brasil e a curva de casos tende a crescer. Se tudo der certo, como tem acontecido na China, acredito em algo para depois de julho no Brasil — opina Hartung.

Com informações Extra