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CAOS AEREO: Seis meses após iniciar operação, Itapemirim anuncia “suspensão temporária” de voos

Itapemirim Aviação Brasil
Sidnei Piva, presidente do Grupo Itapemirim | Foto: Divulgação
Escrito por Zukka Brasil | AM

Mais nova empresa aérea do Brasil que operava há menos de seis meses, a Itapemirim anunciou na noite desta sexta-feira (17) a “suspensão temporária” de todas as atividades. 

Segundo a publicação, passageiros estão sendo pegos de surpresa nos aeroportos pelo país. Pouco antes do comunicado, cerca de cem clientes da empresa ficaram sem ter como voar no aeroporto de Guarulhos (SP).

Não há mais funcionários que representam a companhia para fazer o atendimento, segundo relatos de quem estava no local.

Um grupo de passageiros chegou a fazer uma manifestação na frente do portão de embarque do terminal dois do aeroporto. O movimento foi encerrado minutos depois.

A empresa não informou o que esses passageiros com voos marcados para as próximas horas devem fazer. Disse apenas que continuará a prestar assistência aos que forem afetados.

Segundo nota, quem estiver com viagem programada para os próximos dias deverá entrar em contato pelo email [email protected]

Salários atrasados e plano de saúde suspenso

O plano de saúde de funcionários da Itapemirim foi suspenso desde o começo de dezembro, e a empresa se tornou alvo de ação movida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

Os salários dos empregados e benefícios como vale-refeição e transporte também vinham atrasando com frequência. Em dezembro, a empresa parcelou o pagamento dos trabalhadores em duas vezes. Havia queixas, também, de que verbas rescisórias não estavam sendo pagas aos demitidos. Além isso, mecânicos estariam trabalhando sem equipamentos de proteção adequados, segundo o sindicato da categoria.

De acordo com Clauver Castilho, diretor do SNA, foi necessária a intervenção do sindicato.

Segundo a Itapemirim, a companhia passou por uma dificuldade pontual, o que fez com que 50% de cada salário fosse pago no começo do mês e a outra metade fosse quitada até o dia 17. A empresa não comentou as suspensões de benefícios dos funcionários, falta de pagamento de verbas rescisórias e ausência de equipamentos de proteção.

A empresa disse em nota que pretende se reorganizar e retomar os voos.