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Amazonas está apto a receber apoio financeiro pela redução das emissões de gases de efeito estufa

Amazonas emissões de gases de efeito estufa
Foto: Diego Peres
Escrito por Zukka Brasil | AM

O Amazonas está apto a participar de coalizão para receber apoio financeiro pela redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A confirmação foi dada na quarta-feira (06/10), pela Emergent, entidade americana sem fins lucrativos que coordena administrativamente a Coalizão Reduzindo Emissões pela Aceleração do Financiamento Florestal (LEAF).

O anúncio oficial do aceite da proposta do Amazonas à Coalizão Leaf foi dado, por meio de Carta Oficial, ao gabinete da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Para o governador Wilson Lima, o aceite representa um avanço na política ambiental do Estado.

“Demonstra que estamos no caminho certo, porque ao mesmo tempo que implantamos medidas para estimular a redução das emissões, teremos a oportunidade de captar mais recursos para investir em projetos de desenvolvimento sustentável”, frisou Wilson Lima.

O secretário da Sema, Eduardo Taveira, afirma que esta será uma oportunidade para implementar o mercado de carbono no Amazonas.

“Essa etapa é muito importante, porque o Leaf considerou que o Amazonas tem padrões e compromissos fortes o suficiente para ser credenciado na rede, ou seja, há aderência entre aquilo que o Governo do Amazonas faz em busca da redução de emissões e as oportunidades de acessar créditos de carbono”, disse.

O Amazonas teve sua proposta selecionada com base em sua capacidade para atender aos requisitos do ART-TREES – programa autônomo e independente que desenvolve e administra procedimentos padronizados para creditar reduções e remoções de emissões de grandes programas nacionais ou subnacionais de REDD + (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

O ART-TREES pode garantir a captação de até 10 dólares por tonelada de carbono que deixa de ser emitida. Na prática, membros individuais da coalizão Leaf poderão fechar acordos de compra e venda de créditos de carbono com o estado.

“Isso abre uma oportunidade muito grande para o Estado, pois abre uma janela para que a gente possa, de fato, estabelecer uma matriz de economia verde, com base nos ativos da floresta. O próximo passo é, uma vez aparecendo essas atividades, fazer os acordos de cooperação que possam viabilizar esse mercado”, completou o secretário.

A expectativa é que os primeiros acordos e negociações possam ser alinhados durante a COP-26, marcada para ocorrer em novembro, no Reino Unido.